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domingo, 27 de julho de 2014
riverbed
quarta-feira, 16 de julho de 2014
saudade e outras coisas
até pouco tempo eu não sabia
não sabia que a vida guardava tantas pedras
sempre no meio dos caminhos mais alegres
hoje, a vida pede mais de mim.
mais coragem, mais desapego
mais egoísmo, mais solidão
mais entendimento
e eu peço a ela mais tempo, resiliência, força
peço persistência, peço fé nas pessoas e até nas coisas, até nos acontecimentos
fé no antes, no durante e no depois.
peço para sempre poder ver a beleza e o sentido
para enxergar o maior, o plano, o motivo
mas algo sempre engasga, angustia, aperta
presenças que não são mais presentes
vozes que não ouço mais com os ouvidos
mãos cujo aperto e apoio já não tenho mais
peles e texturas que já não toco mais com as mãos
cheiros que só ficaram na memória
peço mais um pouco, então.
paciência, tolerância, amor com quem ainda está por perto
e até comigo
peço para não azedar, não perder o encanto, o olhar inocente
peço menos cinismo nos meus atos e nas minhas opiniões
hoje tenho a noção das feridas que deixam cicatrizes permanentes
na vida cabe tanta saudade
mas ela segue, com outros espaços para serem preenchidos
não sabia que a vida guardava tantas pedras
sempre no meio dos caminhos mais alegres
hoje, a vida pede mais de mim.
mais coragem, mais desapego
mais egoísmo, mais solidão
mais entendimento
e eu peço a ela mais tempo, resiliência, força
peço persistência, peço fé nas pessoas e até nas coisas, até nos acontecimentos
fé no antes, no durante e no depois.
peço para sempre poder ver a beleza e o sentido
para enxergar o maior, o plano, o motivo
mas algo sempre engasga, angustia, aperta
presenças que não são mais presentes
vozes que não ouço mais com os ouvidos
mãos cujo aperto e apoio já não tenho mais
peles e texturas que já não toco mais com as mãos
cheiros que só ficaram na memória
peço mais um pouco, então.
paciência, tolerância, amor com quem ainda está por perto
e até comigo
peço para não azedar, não perder o encanto, o olhar inocente
peço menos cinismo nos meus atos e nas minhas opiniões
hoje tenho a noção das feridas que deixam cicatrizes permanentes
na vida cabe tanta saudade
mas ela segue, com outros espaços para serem preenchidos
sexta-feira, 14 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
pqtita, até umas eternidade
eu não sabia que aquele era o seu último dia. foi tudo tão rápido, tão trágico e imprevisível. eu não sabia, há um ano atrás, quando chorava outra dolorida perda, que, dali exatos 365 dias, você também deixaria de existir na minha vida. nunca pensei que com você, a criatura mais pura e irresistível que já passou pela minha vida, fosse ser tão agressivo, dolorido e irrevogável. um câncer que se espalha em poucos dias, que toma um pulmãozinho tão inocente e imaculado. diante do diagnóstico, das suas reações que já diziam que ali não era mais a minha menina presente, a decisão mais complicada da minha vida. saber que você não passaria daquela noite, que você não sairia daquela clínica, que nunca mais faria o caminho de volta que fizemos tantas vezes juntas - você no banco da frente, ao meu lado, esperando o carro parar para olhar pela janela. aquele caminho que, tenho certeza, você já saberia fazer sozinha. ainda por cima, depois de uma heroica recuperação de um fígado tão inacreditavelmente combalido por conta de um óleo de cozinha mal armazenado e da sua curiosidade tão primitiva. eu achava que você morreria pela boca. comeria outro inseto, outra flor venenosa, mais isopor ou alguma coisa que ainda nos surpreenderia, apesar de já termos consciência do cuidado que tínhamos de tomar com a sua fome insaciável de vira-lata. mas não. a vida é, aparentemente, muito previsível ao nos surpreender com as fatalidades mais absurdas. a doença que mais me apavora nesse mundo foi a sua algoz.
hoje, 23 de abril, quase dois meses já se passaram. ainda não faz sentido e me faz falta a sua presença tão absoluta e reconfortante. ficou mais chato chegar em casa, mais sem graça sair também, já que não tem mais você me dando a pata e beijinhos para se despedir a cada saída minha. ainda dói, ainda choro tanto que soluço, que engasgo. minha filha, minha loira, minha pqtita. que falta você faz nesse mundo sem graça. obrigada pelo amor, pelos beijinhos, pelos abraços, por cuidar de mim, por ter dado um sentido todo especial às nossas vidas e me deixar cuidar de você. te amo tanto e pra sempre! agradeço por ter te encontrado, te cuidado e - espero- ter te dado a melhor vida que pude dar. pra você, todo meu amor, todo o meu carinho e saudades. fica com deus, com os anjinhos e com são francisco de assis, minha menina. e, só pra não perder o costume, a nossa música, com licença poética: amor da minha vida, daqui até umas eternidade...
terça-feira, 25 de junho de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
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